imagem retirada do teiaglobal.wordpress.com
Coelho De Moraes d’après
Bia Werther
DRT 45365 SP
Na escola se aprende
a forma, o número de toques, aprende-se a digitar, aprende o “o que, quando e
como”- que hoje é usado para desvendar a rotina das celebridades. Nada mais do
que isso. Nada mais “IN”. Os jornalistas que levam tais matérias se acham muito
“IN”? Só se for INsano. Se chamar
atenção para o jornal depender disso, o título da matéria está correto. Morreu
mesmo.
Em grande percentual o jornalismo
trabalha com as noticias de novela, as surpresas do capítulo futuro, bundas na
revista Caras e marcas de geladeira. Em
verdade, em verdade vos digo que estão muito dominados. Jornalistas, com a
desculpa da sobrevivência, limitam-se a montar jornais de propaganda. Acho que
não devem sobreviver. Dominados pela moda, dominados pela mídia MAJOR,
dominados pelo chefe ou chefa – cujo olhar não vai além do nariz – morrem pelos
cantos. Os anos acadêmicos de nada serviram. Não se forja um jornalista na escola,
apenas o aparelha. Escrevemos. Contamos causos. Somos faladores e escritores
contumazes. Noticiamos na fofoca ou nas mensagem pela NET. Não adianta
espernear, nem fazer um quadrinho do
diploma e esfregar na cara do resto do mundo. Esse quadrinho nada vale. Esse
quadrinho é biquinho. Biquinho de quem choraminga. O que vale é o talento,
sempre. Somos e geramos e editamos notícias e muitos viverão disto, com ou sem
diploma. O que temos que discutir é a revolução que as novas mídias trouxeram pra
o modo de pensar do cidadão. Isso sim é importante. É ir além.
O que muda nestes tempos? Onde os veículos se rediscutem? Porque o jornalismo das grandes redes faz só fofoca? Devemos dar canudos pra fofoqueira do teu bairro, então? Quantos dias faltam pra morrer o jornal impresso que não passa de fetiche? O de Los Angeles já foi. Tem a ver com a morte da qualidade na grande imprensa? E, o Maiquel Jéquiço, foi enterrado ou não foi?
O que muda nestes tempos? Onde os veículos se rediscutem? Porque o jornalismo das grandes redes faz só fofoca? Devemos dar canudos pra fofoqueira do teu bairro, então? Quantos dias faltam pra morrer o jornal impresso que não passa de fetiche? O de Los Angeles já foi. Tem a ver com a morte da qualidade na grande imprensa? E, o Maiquel Jéquiço, foi enterrado ou não foi?
Bia Werther diz: “A revolução na
notícia se dá quando ela transcende o furo do dia e vira história, não apenas
manchete lavada no papel reciclado de amanhã”. Daí a MORTE DO JORNALISMO. Desde
os anos 70 se previa que manifestações como ARTES DAS RUAS e NOVAS MIDIAS
fariam aparecer a voz do humano comum. E, o humano comum, nunca teve a palavra
para si. Sempre falam em
nome dele. Padres, pastores, vereadinhos de plantão,
deputadinhos, senadores com dores e artralgias. Enfim, autoridades. A pessoa
comum, quando fala, fala de acordo com a moda, como manda o figurino, para que
o editor não corte a fala que “pega mal”. E cineastas vários previam as
religiões eletrônicas e a morte dos livros. Ninguém deu trela. Era mais um
programinha para se entreter enquanto a diaba Xuxa fazia das dela com a teta na
cara das crianças.
E quem pode afirmar que responder a pergunta ainda não formulada não é jornalismo? Sim...sim... a pergunta! Sem o “como quando onde porque” sagrados? E não somos jornalistas? Da fofoqueira ao dono da padaria. O que diz Bia Werther?: “Acaso a diferença não se apresenta na editoria da matéria, mais ou menos livre, tendo cada um a sua tendência? O limite das laudas, o conceito de furo, o furor, o caixeiro viajante da notícia”. Há necessidade do papel, ou basta um PDF pela rede? Pode ser documentário em filme? Em vídeo? Através da TV? Pode ser um Messenger?
Blogs e novas mídias são o meio do futuro/hoje. Abram os olhos por que o futuro é esse que você vê passar pela janela. Na verdade o que não existe é o hoje. Se você não tem acesso à mídia informatizada é por que os poderosos te querem alienado. Pau neles!!
Gay Talese falava do “noticiar o humano comum”, coisa que a imprensa do formato quadrado – tradicional - diz que é um jornalismo de vanguarda. Falar do humano comum pode ser o caminho para falar da Cultura da Paz. As margaridas do campo não são motivo de notícias, mas as mortes e o sangue alheio são. Esta é a opção que temos? Será que você leitor não entende que precisa de um analista urgente? A PolitiCanalha não fará a sua parte ou teremos que ensinar, mais uma vez a essa gente que não sabe ler, não sabe interpretar, não sabe entender, como se deve legislar?
E quem pode afirmar que responder a pergunta ainda não formulada não é jornalismo? Sim...sim... a pergunta! Sem o “como quando onde porque” sagrados? E não somos jornalistas? Da fofoqueira ao dono da padaria. O que diz Bia Werther?: “Acaso a diferença não se apresenta na editoria da matéria, mais ou menos livre, tendo cada um a sua tendência? O limite das laudas, o conceito de furo, o furor, o caixeiro viajante da notícia”. Há necessidade do papel, ou basta um PDF pela rede? Pode ser documentário em filme? Em vídeo? Através da TV? Pode ser um Messenger?
Blogs e novas mídias são o meio do futuro/hoje. Abram os olhos por que o futuro é esse que você vê passar pela janela. Na verdade o que não existe é o hoje. Se você não tem acesso à mídia informatizada é por que os poderosos te querem alienado. Pau neles!!
Gay Talese falava do “noticiar o humano comum”, coisa que a imprensa do formato quadrado – tradicional - diz que é um jornalismo de vanguarda. Falar do humano comum pode ser o caminho para falar da Cultura da Paz. As margaridas do campo não são motivo de notícias, mas as mortes e o sangue alheio são. Esta é a opção que temos? Será que você leitor não entende que precisa de um analista urgente? A PolitiCanalha não fará a sua parte ou teremos que ensinar, mais uma vez a essa gente que não sabe ler, não sabe interpretar, não sabe entender, como se deve legislar?
Ocorre que escrevemos as novidades; contamos a
história do nosso tempo. Muitas vezes nos repetimos. Quem vai impedir? Terei
que andar com um plástico no carro dizendo: “Não faça história antes de
consultar um jornalista?” O que fazer com os blogueiros diários? Não são
milhares deles jornalistas – pois, diários - sem canudo? Como regulamentar, como impedir
alguém de publicar o que quiser, quando quiser? Para ser escritor tem que ter
diploma, também?
Estamos em meio à milhões de notícias do ser humano comum que não tem nenhum destaque na grande mídia e não dá matéria aos olhos da imprensa que já não vende tanto jornal como outrora, a não ser que Obama olhe Obunda da brasileira. É preciso canudo pra noticiar isto?
Ninguém perde o emprego de jornalista se for bom. Se tiver tino. Se tiver talento. Mas se é tão importante, pombas!, enquadrem o canudo! Que a moldura lhe seja leve. Títulos, e mais títulos, e, que tais, que moldam e formatam a figura da autoridade no assunto. Na vida real a mudança permanece e o ser humano, sem canudo, continuará com suas mensagens, seja ele médico, músico, filósofo, artista plástico, ou açougueiro, escrevendo, cantando ou gritando na rua, batendo a claquete, pintando o muro. Jornal de bairro, Fanzine, Rádio, TV comunitária ou não, Blog. Porque quem tem o que dizer arranjará uma folha de papel, um microfone e mandará ver. E se for bom, vai viver disto. Profissional. E dane-se o resto pois, o resto é restolho do restolhão,com precariedade de talento e falta de mufa pra queimar.
Estamos em meio à milhões de notícias do ser humano comum que não tem nenhum destaque na grande mídia e não dá matéria aos olhos da imprensa que já não vende tanto jornal como outrora, a não ser que Obama olhe Obunda da brasileira. É preciso canudo pra noticiar isto?
Ninguém perde o emprego de jornalista se for bom. Se tiver tino. Se tiver talento. Mas se é tão importante, pombas!, enquadrem o canudo! Que a moldura lhe seja leve. Títulos, e mais títulos, e, que tais, que moldam e formatam a figura da autoridade no assunto. Na vida real a mudança permanece e o ser humano, sem canudo, continuará com suas mensagens, seja ele médico, músico, filósofo, artista plástico, ou açougueiro, escrevendo, cantando ou gritando na rua, batendo a claquete, pintando o muro. Jornal de bairro, Fanzine, Rádio, TV comunitária ou não, Blog. Porque quem tem o que dizer arranjará uma folha de papel, um microfone e mandará ver. E se for bom, vai viver disto. Profissional. E dane-se o resto pois, o resto é restolho do restolhão,com precariedade de talento e falta de mufa pra queimar.
Novamente Bia Werther: “E afinal, quando os jornalistas, que
deveriam ter a cor da novidade, se assustam com o novo é que, realmente, a
morte é iminente. Mas morte é só vida. Mil novas faces; mil novas línguas;
tantos milhões de veículos quanto de gente no planeta”.
Falai e multiplicai-vos.

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